Oie mãezinhas ! …. Hoje para variar foi um daqueles dias cansativos, mas,  eis que uma amiga que acabou de ser mãe me enviou esse texto pelo whatsapp que me fez refletir. Gostei tanto que queria compartilhar com vocês. 😍

Sabe, tem o pai.

Tem o marido super parceiro, que divide as obrigações com você; divide as dificuldades; alguns dividem inclusive a carga mental.

Paizão, que brinca, briga, educa, cria junto.

Mas ele não é a mãe.

E é isso que ontem, tarde da noite, depois de 3 anos e meio de maternidade, eu entendi.

Saber eu já sabia, aquela coisa de mãe é mãe, pai é pai.

A gente sabe.

Mas ontem eu compreendi no sentido mais amplo que se pode compreender.

O dia havia sido exaustivo, eu só queria que meu filho dormisse com o pai para eu poder comer, tomar meu banho e dormir. Fim de domingo.

Ele mamou e apareceu na cozinha.

“Tô com fome mamãe.”

“Filho, você comeu bolo, sopa e mamou. Tem certeza de que está com fome?”

“Sim, vou sentar aqui com você”.

Suspirei…

“Filhinho, você não está com fome. Vamos lá pra cama, vou deitar com você.”

Fui até o quarto, olhei para meu marido já quase dormindo:

“Só pedi para você fazê-lo dormir”

“Não adianta, ele quer você”.

Deitamos juntos, ele ainda agitado. Rezamos. Agradeceu até as escadas da escola.

“Pronto filho, agora vamos dormir mesmo”.

Rolou um pouco, se encaixou em mim…e dormiu.

Ele não estava com fome, ele ama o pai…mas ele queria a mãe.

Eu estava exausta, já disse né?

E tive vontade de chorar.

Ele queria a mim: minha voz, meu cheiro, meu jeito. Queria meu formato para ele se encaixar.

Mãe é isso, é encaixe.

É ninho.

Tem o pai, a vovó, o vovô, a bisa, a dindinha, até a babá querida.

E tem a mãe.

O cansaço embaça isso. Tira nossa paciência, faz parecer pirraça, frescura, “mal-costume”.

Mas sabe, é só amor mesmo.

Não adianta exigir do pai algo que ele simplesmente não pode dar; nem exigir do filho que ele se adeque à outro colo.

A gente delega, divide, pede ajuda, explica. E mesmo assim eles chamam a mãe.

Naquele momento em que compreendi isso, deixei a paz entrar.

Abracei ainda mais meu papel e entendi que ele é cumprido 24h por dia, sem cessar, mesmo que eu não esteja com ele.

Não há descanso para esse cansaço; não há momento para esse descanso.

Seremos mães por cada segundo do nosso dia até o fim.

Entendi, agradeci.

Me levantei para terminar de comer, fui tomar meu banho e dormir.

Sem diminuir, sem desmerecer, sem medir o papel do pai. Muitas coisas inclusive fazem melhor que nós.

Pai também é amor e dedicação. É ternura e doação. É coração.

Só não é a mãe.

Texto: Hatanne Sardagna  (@enquantomeufilhodorme)

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